Lonas tensionadas: o que são e onde aplicar

lona tensionada
Lonas tensionadas: o que são e onde aplicar

Coberturas com formas curvas, leves e marcantes chamam a atenção em clubes, estacionamentos, praças e fachadas. Na maioria das vezes, por trás delas está a lona tensionada, uma solução que une arquitetura e engenharia para cobrir grandes áreas com poucos apoios.

A princípio, o nome pode confundir, já que o mercado usa o mesmo termo para outro produto. Por isso, neste artigo, a Toldos Gerais explica o que é a lona tensionada para cobertura, como a tensoestrutura funciona e em quais espaços ela faz mais sentido.

O que é lona tensionada e por que ela não é a tela tensionada iluminada?

A lona tensionada é uma membrana técnica que trabalha esticada, presa a mastros, cabos e ancoragens, para formar uma cobertura. Ao conjunto completo, ou seja, membrana mais estrutura, os arquitetos dão o nome de tensoestrutura, estrutura tensionada ou arquitetura têxtil.

Já a tela tensionada iluminada é outra coisa. Trata-se de um forro ou painel para ambientes internos: uma película esticada em perfis de alumínio, com luzes de LED por trás, que espalha a iluminação de forma uniforme pelo teto ou pela parede.

Lado a lado, a diferença fica evidente:

Lona tensionada (tensoestrutura)Tela tensionada iluminada
AmbienteExternoInterno
FunçãoCobrir e proteger do sol e da chuvaIluminar e decorar tetos e paredes
EstruturaMastros, cabos de aço e ancoragensPerfis de alumínio e LED

Neste artigo, falamos apenas da lona tensionada para cobertura.

Como funciona uma tensoestrutura?

Numa cobertura comum, telhas se apoiam em vigas rígidas. Na tensoestrutura, diferentemente, a própria lona trabalha como parte da estrutura: ela fica sempre tracionada, isto é, puxada em várias direções ao mesmo tempo.

O sistema reúne quatro elementos principais:

  • membrana: a lona técnica, que cobre e recebe as cargas;
  • mastros: os pilares que levantam os pontos altos da cobertura;
  • cabos de aço e tensores: puxam as bordas da lona e ajustam a tensão;
  • ancoragens: fixam o conjunto no chão, na estrutura existente ou no prédio.

Antes de fabricar a lona tensionada, a equipe de projeto simula a pré-tensão em programas específicos de modelagem, num processo que os engenheiros chamam de form-finding (busca da forma). Com efeito, o software encontra a curvatura em que a membrana fica estável e distribui bem os esforços do vento e da chuva.

Essa técnica, aliás, ganhou fama mundial com o arquiteto alemão Frei Otto, autor da cobertura do Estádio Olímpico de Munique, de 1972.

Quais são as formas: cone, hypar e abóbada?

Para ficar firme, a lona tensionada precisa de dupla curvatura em sentidos opostos, como uma sela de cavalo. Os técnicos chamam essa geometria de superfície anticlástica, e é ela que impede a membrana de balançar ou acumular água. A partir desse princípio, surgem três formas clássicas:

  • Cone: um mastro central eleva o meio da lona, que desce em direção às bordas. Funciona bem em praças, quiosques e áreas de convivência.
  • Hypar (paraboloide hiperbólico): quatro pontos, dois altos e dois baixos, dão à lona o formato de sela. É a forma mais versátil e combina bem com módulos repetidos, como em estacionamentos.
  • Abóbada: arcos dão à cobertura um perfil curvo e contínuo, ideal para vencer áreas longas, como quadras e passarelas.

Muitas vezes, os projetistas também combinam essas formas para criar coberturas maiores e mais marcantes.

Quais membranas a lona tensionada usa: PVC, PTFE ou ETFE?

A membrana define o desempenho, a aparência e a vida útil da cobertura. Hoje, o mercado trabalha com três famílias:

MembranaComposiçãoOnde se destaca
PVC com poliésterTrama de poliéster revestida de PVC, geralmente com acabamento em PVDF, que facilita a autolimpezaA mais usada em coberturas comerciais, de lazer e de estacionamento
PTFE com fibra de vidroTecido de fibra de vidro revestido de PTFEGrandes obras permanentes, como estádios e aeroportos
ETFEFilme plástico transparente, sem trama de tecidoProjetos que pedem muita entrada de luz

Nas membranas de PVC, vale observar a gramatura, que indica o peso do tecido por metro quadrado. A linha Précontraint S2, da Serge Ferrari, por exemplo, vai de 590 g/m² a 1.500 g/m² e bloqueia 100% da radiação UV, segundo o fabricante. Logo, na hora de comparar propostas, peça sempre a marca, a referência e a gramatura da membrana.

Onde aplicar a lona tensionada?

Graças à leveza e à capacidade de vencer vãos com poucos apoios, a lona tensionada se adapta a muitos tipos de espaço:

  • áreas de lazer: piscinas, playgrounds, clubes e áreas gourmet coletivas;
  • estacionamentos: coberturas modulares que protegem os carros do sol e da chuva;
  • quadras e áreas esportivas: cobertura ampla, com luz natural difusa;
  • praças e espaços públicos: pontos de sombra e de encontro, com forte apelo visual;
  • fachadas e entradas: marquises que valorizam a identidade de lojas, hotéis e empresas;
  • eventos: tendas e coberturas temporárias para feiras e festas;
  • indústria e logística: pátios de carga e áreas de apoio.

Veja alguns projetos de lonas tensionadas em BH que a Toldos Gerais já entregou.

Quanto dura a lona tensionada e qual a garantia?

A vida útil depende, antes de tudo, do tipo de membrana. Segundo a fabricante de tensoestruturas MakMax, as membranas de PVC de linha premium duram de 20 a 25 anos, ao passo que as de PTFE com fibra de vidro passam de 50 anos.

Em relação à garantia, ela varia conforme a marca e a linha do produto. Na linha Précontraint S2, da Serge Ferrari, ela vai de 5 a 15 anos, de acordo com a referência escolhida. Assim sendo, peça as garantias por escrito e separadas para a membrana, a estrutura metálica e a instalação.

Para chegar ao fim dessa vida útil em bom estado, a lona tensionada precisa de cuidados simples: limpeza periódica da membrana, inspeção dos cabos e das ancoragens e, quando necessário, reajuste da tensão.

O que influencia o investimento em uma tensoestrutura?

Cada tensoestrutura nasce de um projeto exclusivo; por conseguinte, o investimento muda bastante de uma obra para outra. Os fatores que mais pesam são:

  • o tamanho da área e a complexidade da forma;
  • o tipo, a marca e a gramatura da membrana;
  • a estrutura de apoio, como mastros, cabos e tensores;
  • as fundações e ancoragens que o local exige;
  • o caráter da obra, temporária ou permanente;
  • a altura e as condições de acesso para a montagem.

Com esses pontos definidos, a equipe técnica consegue dimensionar a solução certa para o seu espaço. Para dar o primeiro passo, solicite um orçamento de cobertura tensionada.

Quais normas e cuidados de segurança se aplicam?

No Brasil, ainda não existe uma norma ABNT específica para o projeto de tensoestruturas. Mesmo sem ela, algumas referências orientam um projeto seguro:

  • ABNT NBR 6123:2023 (Forças devidas ao vento em edificações): define como calcular a ação do vento, um dos esforços mais importantes numa cobertura leve.
  • CEN/TS 19102:2023: especificação técnica europeia para o projeto de estruturas de membrana tensionada. Ela considera vento, neve e chuva e serve como referência internacional de boas práticas.
  • NR-35 (Trabalho em altura): vale para toda montagem acima de 2,00 m com risco de queda e exige treinamento e equipamentos de proteção para a equipe.
  • IT 33 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (Eventos Temporários): em tendas e tensoestruturas montadas para eventos, a instrução exige, entre outros pontos, documento de responsabilidade técnica pela montagem, como a ART. Consulte a edição em vigor antes do evento.

Outro ponto de atenção envolve prédios e condomínios: se a cobertura altera a fachada, o Código Civil (art. 1.336, III) exige respeitar a forma e a cor originais, o que torna obrigatória a conversa prévia com o condomínio.

De fato, o caminho mais seguro é contratar uma empresa que entregue projeto, cálculo e montagem com responsável técnico.

Lona tensionada, policarbonato ou cobertura metálica: qual escolher?

Cada material resolve um tipo de necessidade. Para facilitar a escolha, compare:

CritérioLona tensionadaPolicarbonatoCobertura metálica
Luz naturalTranslúcida, com luz difusaAlta transparênciaBloqueia a luz
FormaCurvas livres e marcantesPlanas ou em arcoPlanas ou com pouca curvatura
ApoiosPoucos, mesmo em vãos grandesPrecisa de estrutura de apoioPrecisa de estrutura de apoio
DestaqueVisual arquitetônico e levezaClaridade máximaRobustez e cobertura total

Conte com a Toldos Gerais para a sua tensoestrutura

Por tudo isso, a lona tensionada brilha quando o projeto pede leveza, sombra com claridade e uma forma que vire marca do lugar. Se a prioridade for transparência, conheça as coberturas em policarbonato e vidro; se for proteção total, veja as coberturas metálicas.

A lona tensionada une proteção, leveza e personalidade arquitetônica em um só projeto. Quando a escolha da forma, da membrana e da estrutura acontece com critério técnico, a cobertura dura décadas e valoriza o espaço onde está.

A Toldos Gerais projeta, fabrica e instala tensoestruturas em cone, hypar e abóbada para áreas de lazer, estacionamentos, fachadas e eventos em Belo Horizonte, na região metropolitana e no interior de Minas. Enfim, se você quer transformar uma área aberta em um espaço protegido e marcante, conheça nossas lonas tensionadas e fale com a nossa equipe.